
Não Vejo Nada
Não vejo sombras mortas, vejo olhares sombris pela tristeza da alma. Não vejo apenas penumbra, vejo melancolia. Vejo morte a todo o momento. Vejo sombras que circulam pelo meu universo conspirando contra mim sem que eu tenha forças para superar, esvaindo-me com gestos de poeta-guerreiro. Vou levando minha vida na mesma sina que muitos dos poetas levaram as suas, tristemente pelo mundo à fora.
Não vejo sombras assustadoras, vejo apenas faces esmiuçada pelas chicotadas dos momento martirizantes que maculam nosso ego de tentar ser apenas um homem feliz. Não vejo caras mortas, vejo rostos desfalecidos e isso mexe com meu ser a ponto de me encolerizar. Queria poder livrá-los dessa angústia que persegue os mais simples dos homens. Não vejo super-homens, vejo apenas Nietzsche querendo desfazer a essência de cada um pobre de espírito, não por ser os espíritos fortalecidos, mas os espíritos formados pela senda que quiseram seguir. Homens sensíveis, fracos, inertes. Ai de mim, pobre espírito!
Não vejo mais os mesmos homens, vejo apenas crianças crescidas, apenas crianças grandes, deformadas pela modernidade atrasada. Vejo poucos macacos como antes. Vejo mais macacos homens do que homens macacos. A mediocridade é uma sina extremamente indissociáveis para alguns. Vejo a sombra cobrindo meu sangue fervendo, agitado.
Não vejo céu, vejo o vazio. Vejo o final da via láctea, vejo Andrômeda. Vejo lá no final, a mim mesmo. Vejo o meu rosto coberto pelas lágrimas que me deixa mais forte, mais rígido, mais calejado, mais grosso, mais bebum, porém mais sensível, mais eu, mais poeta.
Marzo Deutsch
Adorei tudinho, ou mto suspeita pra falar, pq sabes q tenho uma enorme admiração por vc...De td o q eu mais gostei foi a homenagem q fizeste pra sua mãe... Lindo d+
ResponderExcluirBjoss meu anjo!
Obg Elizandra! adoro vc!
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