sexta-feira, 8 de outubro de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
Deusa Maior: minha mãe
Essa é a mulher da minha vida, é a maior de todas, a insubstituível, a amiga, a minha amiga que me busca o tempo todo para uma resenha, é uma amiga que me procura para resolver seus problemas, suas crises, suas alegrias, suas felicidades e também suas tristezas. É ela que, assim como eu, não dissimula as tristezas, logo que amanhece o dia, já sei como está o seu senso de humor. É a minha mãe. É a responsável pela minha existência ( sem tirar, claro o mérito de Deus ), pois quando estava nos meus infernos, nos abismos profundos causado pelo amor, era nela que devotava meus pensamentos para não sucumbir as cinzas de minha morte...É ela a quem devoto a minha vida, o meu trabalho, o meu suor...Minha mãe, mulher guerreira, forte, frágil, debilitada pelo tempo, pelos momentos desiguais!
...Minha mãe, meu eterno amor. Hoje, tão cedo, já choro as lágrimas mais dolorosas pensando que um dia, cedo ou tarde, a perderei para o tempo!
Te amar mãe, é pagar com a minha vida, a vida que me deste!
Marzinho, o filho!
28 de Agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Carta de uma estória profunda

28 de janeiro de 2004
Flores, tulipas, margaridas, girassóis, germânias, flores-de-lis... teu bouquet amor!
Tinha muito amor, esperança e como criança, me pus ao teu lado pra me enfeitiçar com tua doçura e teu encanto encantador.
Como criança, que espera uma bala de alguém que passa na rua. Estava eu, sempre a alcançar teus lábios em meu rosto martirizado.
Amor, rosas, lágrimas... Somos um todo de nostalgia e amor.
Teu bouquet tinha feitiço de Eros, de mim, de ti pra ti. Tinha amor de um coração amargurado, angustiado... O teu bouquet desfaleceu dentro da carroça por não levares pra casa.
Teu aroma ficou impregnado em minhas narinas até o fim do encanto daquelas rosas.
Não tinha tulipas nem Germânias... Lamentável!
Assim foi teu dia. Nosso dia. O dia de tua tristeza lembra? Fiz-me tristonho ao te ver naquela parada de carruagem e a angústia tomou conta de mim por não querer te ver ali, indo embora sem ti. Meu coração doía e gemia no barulho ensurdecedor de uma dor que me sufocava querendo morrer. Era como se eu fosse te perder o resto de minha vida. E isto era inconcebível.
Te amei muito aquele dia e mesmo não aproveitando teu dia, senti-me afortunado de um mundo que não conhecia. Te amei muito!
Pegaste a minha mão e eu a tua. Saímos como Romeu e Julieta a passear. Lembro das rosas, do telegrama, da livraria, do encontro com nossos amigos. Saudades! Muitas saudades deles!
Ainda que meu mundo viesse a baixo e tu continuares a me amar, ressurgirei das cinzas, porque teu amor me sustenta.
Ainda que meu coração pare de bater e tu continuares a me amar, ele retornará ao teu mundo, porque tu és o motivo de sua existência.
Ainda que meu sorriso desapareça, dizendo que a infelicidade é minha aliada e tu com teu amor continuares a me amar, eu levantarei meu semblante como um belicoso homem e continuarei a seguir, porque o teu amor é minha esperança.
Ainda sim, se meu destino for ter que sofrer cem anos no deserto de minha solidão e declarares o teu amor por mim, esses anos cessarão em um momento apoteótico de um amor que flui de dentro de ti, que és uma princesa mágica, cheia de candura e meiguice.
Sempre irei te amar!
Tuas rosas, teu bouquet, estão guardados dentro do meu pobre e enfadonho coração e se porventura, quiseres te lembrar dos dias que tivemos, olha pra dentro de ti e verás que, os encantos que vivemos foram vividos com extrema sensação de encanto e sinceridade. Vivi tudo com emoção e paixão.
Amei estar contigo e hoje, escrevo o que sinto por tua falta. Talvez, nunca pare de escrever porque sempre sentirei tua falta. E mesmo se um dia, estiveres comigo. És fruto de minha inspiração.
Marzo Deutsch
Lúgubre
...hoje existo porque da minha vida o que mais me importa é o AMOR!
Marzo Deutsch
26 de Agosto de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
A dor
Marzo Deutsch
26 de Agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
O Ser e o Nada

O Ser e o nada
Tão diferentemente de Sartre comentarei do meu interior, a essência do Ser e do Nada. É como se de mim, todas as dúvidas penetrassem em minha alma para que eu me perdesse nesse mar de palavras soltas e desconexas. Minha alma porém, sente que na subjetividade com que lido com as palavras, sinto em minha alma na mesma sensação que sentimos o Amor: profundidade. Sou, como falei outrora, uma sombra e essa sombra não é nada comparado ao sentido que tem o amor para mim. O nada tem um poder bem maior que as inumeráveis galáxias existentes num mundo incrédulo. Todavia, é no amor que o SER e o Nada se fundamentam num sentido todo complexo e paradoxal em nossas almas. nos perdemos em pensar que o amor é apenas virtudes. nos perdemos em pensar que o Amor é apenas miséria... O amor, assim como a morte, esconde sua essência dos que não temem nem eu, nem outro. A essência do ser consiste na própria vontade de existir, e a essência do nada, consite na grandeza do que já existe. O amor com que, decididamente falo, é a raiz de todos os malefícios e benefícios. Viver o amor é viver a própria morte que nos aproxima de uma eternal vida, pois quando amamos, estamos matando o destino que aflige muitas alma na solidão doentia, a minha porém, é a solidão prosaica. Eu vivo para viver essa vida, essa senda, esse caminho, esse martírio que amo sentir pois, ironicamente ou não, o sinto por causa do próprio amor e essa preço, eu pagarei até o fim de minha lida, e pra certeza ou não dos que duvidam, eu sei o que é amar na própria etimologia do amor, pois dele, eu conheci o céu e o inferno e eis-me aqui, claro que com cicatrizes profundas, lágrimas que nunca mais deixaram de macular meu rosto, marcas que desenham minhas costas, feridas que ainda doem... Ah o amor, que miséria seria a minha vida sem o senti-lo em mim... Sou um nada do tudo que é o amor e eis aí o fim!
Marzo Deutsch
Discurso voltado para eu mesmo.

Meus amigos, o que resta do homem quando está entre a vida e a morte? Pensem! Meus amigos, quanto tempo é necessário para o homem ver a luz da vida antes dele ir ao jazigo? Reflitam e me ajudem. De que servis vós, neste momento delicado onde, da vida só temos vontade de ir embora?
Meus amigos – os defeitos –, que posso fazer para que possa te evitar sem que tenha que partir?
Meus amigos – as virtudes –, como posso te ter em usufruto para evitar de partir?
Será que, mesmo nesta pior hora de minha vida, consigo ser sensato em minhas palavras?
Meus amigos, nesta hora em que, pouco a mim, como já sabeis, me servis de saída, tenho dúvidas se sois amigos ou inimigos. Esta dúvida me traz fraqueza e mesmo tendo uma coluna onde sustentar minhas convicções, sinto-me enfraquecido.
Sois do mundo as histórias dos grandes homens que lutaram e, muitos venceram, outros, tantos outros, perderam. Cada um com sua parcela na história. Eu, porém, não quero ser como William Wallace*. Minhas verdades só servem pra quem deseja ouvi-las. Que mais teria eu, se da vida perdesse a vida? Que mais teria eu, se não pudesse ver meu filho crescer por causa de minha presunção em pregar - de forma mal-educada – o que não querem aceitar?
Foi pra isso que, em minha vida, eu tivesse defeitos e virtudes, ao menos, pra ser o equilíbrio entre a perfeição de Deus e a inserção do pecado.
Volto a questionar: o que mais teria o homem se sua vida fosse–lhe tirada de súbito sem ao menos, tivesse conhecido o amor? Que mais teria o homem se todos os seus esforços fossem queimados em público, sendo acusado de introduzir a falta de pudor nas pessoas por falar da arte de amar?
Meus amigos, o que seria de mim, se vós não interrompêsseis minha efêmera felicidade, para que eu pudesse sentir, da vida, as piores dores? O que seria de mim, se eu não pudesse expressar meus sentimentos de ternura, compaixão e saudade...? o que seria de mim, se eu não pudesse expressar a única pessoa de minha vida, sobre o amor?
Porém, estou sem permissão para assim o fazer, e neste impasse não sei o que fazer.
Como, no tempo de hoje, em que, no mundo pouca coisa temos visto em relação ao amor, um homem fica impedido – quase impedido, pois, cabe a ele ou não continuar delatando seu amor ao mundo – de expressar seu devoto sentimento? Agora, o que me resta? Agora, esta hora a dor me aperta!
O que me resta, meus amigos? Até onde irão meus lamentos? Do que se queixa o homem? – diz o livro sagrado. A verdade é que não sei me calar diante de tão grande dissabor.
amaldiçôo o dia em que estou sendo infeliz.
Marzo Deutsch
Não Vejo Nada

Não Vejo Nada
Não vejo sombras mortas, vejo olhares sombris pela tristeza da alma. Não vejo apenas penumbra, vejo melancolia. Vejo morte a todo o momento. Vejo sombras que circulam pelo meu universo conspirando contra mim sem que eu tenha forças para superar, esvaindo-me com gestos de poeta-guerreiro. Vou levando minha vida na mesma sina que muitos dos poetas levaram as suas, tristemente pelo mundo à fora.
Não vejo sombras assustadoras, vejo apenas faces esmiuçada pelas chicotadas dos momento martirizantes que maculam nosso ego de tentar ser apenas um homem feliz. Não vejo caras mortas, vejo rostos desfalecidos e isso mexe com meu ser a ponto de me encolerizar. Queria poder livrá-los dessa angústia que persegue os mais simples dos homens. Não vejo super-homens, vejo apenas Nietzsche querendo desfazer a essência de cada um pobre de espírito, não por ser os espíritos fortalecidos, mas os espíritos formados pela senda que quiseram seguir. Homens sensíveis, fracos, inertes. Ai de mim, pobre espírito!
Não vejo mais os mesmos homens, vejo apenas crianças crescidas, apenas crianças grandes, deformadas pela modernidade atrasada. Vejo poucos macacos como antes. Vejo mais macacos homens do que homens macacos. A mediocridade é uma sina extremamente indissociáveis para alguns. Vejo a sombra cobrindo meu sangue fervendo, agitado.
Não vejo céu, vejo o vazio. Vejo o final da via láctea, vejo Andrômeda. Vejo lá no final, a mim mesmo. Vejo o meu rosto coberto pelas lágrimas que me deixa mais forte, mais rígido, mais calejado, mais grosso, mais bebum, porém mais sensível, mais eu, mais poeta.
Marzo Deutsch
Nem menina nem mulher

Conheci uma menina-mulher, que não se parece nem menina, nem mulher. Parece uma semi-deusa, uma ninfa, um conto mitológico. Não esconde o rosto, nem o sorriso. Ela exibe uma beleza encantadora que envaidece as mais belas flores escandinavas.
Conheci uma bela, não sei ao certo, pois ela não é nem menina nem mulher, parece com uma aurora que brilha mais que o espelho quando reflete a nossa imagem, a perfeição de uma criação. Ela é tão assim, mais que demais, demasiado belo, estupenda, magnífica. Ela é assim e assim expõe seu jeito menina-mulher. Ela povoa minha mente com a mesma capacidade que a vontade de viver nos estágios até chegarmos a felicidades, Esse momento leviano. Ela se move como um anjo e os trejeitos é todo seu. É peculiar ao seu desenho. Seu encantamento é uma sensação sobrenatural...ela encanta como o encanto de Medusa. Seus olhos, atrai como a força centrífuga, uma força incontrolável que mexe com minha alma, foi assim como me senti quando estive defronte sua fronte, tão perto que seu hálito embriagou minha alma com sedução. Sua face diante da minha, deixou-me perdido, estupefato, petrificado. Senti-me pequeno, um garoto mal formado pela puberdade, pela primeira fase da paixão platônica... que poder hipnótico ela tem sobre mim!
Marzo Deutsch
Uma Menina

Ontem eu vi uma menina que reluzia na minha face, o encantamento de um sonho simples emoldurado numa obra clássica de Michelangelo. Eu, porém, hesitei de olhá-la, achava eu que seria uma agressão ao seu estado estagnado num banco duro que a vida sempre nos coloca a descansar. Então, mesmo contrariando minha doutrina pessoal, eu a olhei. No instante em que a olho, ela também me olhou. Os olhos são portas para o conhecimento! Nesse caso, as mentes se desconcentram, pensamentos furtivos envaidece nossa alma e nos deixa meio perdido entre o algo que nos falta. Foi um olhar simples, mas firme. Um olhar que sentiu desejo, ânsia, arritmia, inquietação. Falo de mim, pois da vida o que mais tenho de precioso, além dos que dispenso comentário aqui, são os meus amigos. Ela, pensava eu, poderia ser mais uma bela amiga de onde poderia surgir um longo caminho de trocas de carinhos e atenção... Pois é, hoje, ela é minha amiga. Estamos nos fazendo um bem muito bom. A troca de importância, carinho, segurança, respeito, está evidente entre nós e todos os dias, dizemos: Como foi seu dia? Como estás agora? Frases simples de significados complexos. Frases simples de preocupação colossal.
Ontem vi essa menina com a cabeça inclinada para ouvir minha curtas palavras e ao mesmo tempo meu discurso prolixo. O inclinar de seu belo e meigo rosto, transfigurou minha alma a pensar na delicadeza com que ela me ouvia. Olhos que brilharam, lábios molhados pelo toque do sorvete, mãos sensíveis que deslizava pela mesa, a luz ambiente que dava-nos um toque romântico shakespereano e seu sorriso suave que envaidecia as flores que compunha o jardim que circundava o local, mostrava o quanto ela é especial.
Ontem eu vi essa menina doente, com dores perturbadoras, dores corriqueiras... Dores que passam, dores que findam e amanhã, irei vê-la melhor do que os dias todos que já viveu até aqui... Essa menina é uma mistura de status afortunado com árvore ornamental egípcia.
Marzo Deutsch
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Peixes Coloridos
Minha alma se despedaça quando penso que a vida é apenas um lago raso com peixes coloridos... Peixes coloridos, assim como alguns dos meus mais simples pensamentos de felicidades. Peixes que reflete profundidade embora esteja no raso, na parte mais transparente da água cristalina. Assim estão meus pensamentos por hora. Todavia, seja eu o mais dos mais pesados poetas, ando sobre as águas, deitado numa bóia para não afundar em momentos nostálgicos belíssimos... Eis aí a minha vida: confusão intensa.
Minha alma não mais, é a mesma de antes, embora minha dor de pensar que a vida seja apenas um lago raso de peixes coloridos, seja permanente, sei que não mais o é. Perdi. Perdi a sensação de transformar meu mundo apenas num canteiro de obras, restaurando as marcas que ficaram do passado. Meu mundo é apenas um lago raso de peixes coloridos enfeitando as águas cristalinas.
Minha alma não mais é aquela que sobrevivia aos pesadelos mais diversos e funesto, endiabrado pela essência verbal, gritando no meu coração o som ensurdecedor, sem parar. E de todo eu fui o mais que sofri. Eu pensava que minhas estrelas refletidas nas águas escura do lago à noite, fosse os mesmos peixes coloridos que eu vi. Meu mundo, não mais era aquele mesmo lago raso de peixes coloridos, brilhando nas águas cristalinas da minha vida...
...Esse lago raso de peixes coloridos, ainda continua lá, lá dentro de mim, no mais profundo de minha alma.
...Esse lago raso de peixes coloridos, continuam brilhando, mostrando as águas cristalinas na minha vida refletindo sobre aquilo que tenho o que enxergar: Esperança.
Marzo Deutsch